Escrito e revisado por Pollyana Marinho
27/02/2026
Nossos aumigos peludos continuam sendo os mesmos companheiros de sempre. Mas, assim como nós, o tempo passa e eles também envelhecem.
A fase idosa do Pet é de grande importância e amor, mas exige bastante atenção. Pequenas mudanças no comportamento as vezes são apenas sinais naturais da idade, ou as vezes pode ser o início de um declínio cognitivo. E quanto mais cedo isso for reconhecido, maior será a diferença na vida do seu Pet.
Quando o PET entra na fase idosa?
O envelhecimento varia de acordo com porte e espécie:
- Cães de pequeno porte: geralmente a partir dos 7 a 8 anos
- Cães de grande porte: podem envelhecer mais cedo
- Gatos: normalmente a partir dos 10 anos
Importante lembrar: Envelhecer não significa adoecer. A observação diária e os cuidados preventivos fazem toda a diferença.
Sinais que merecem atenção
Algumas alterações comportamentais podem indicar mudanças neurológicas, como:
- Esquecer comandos já aprendidos.
- Alteração no ciclo do sono (dorme durante o dia e fica agitado à noite).
- Mudanças de humor.
- Perda de interesse por brincadeiras.
- Dificuldade em reconhecer pessoas ou ambientes familiares.
- Desorientação.
Esses sintomas podem estar associados à Síndrome da Disfunção Cognitiva, condição semelhante ao Alzheimer em humanos.
O diagnóstico precoce permite intervenções que ajudam a retardar a progressão e preservar a qualidade de vida.
Como prevenir e cuidar melhor
O envelhecimento é um processo natural, mas alguns cuidados ajudam a preservar a saúde cerebral:
✔️ Alimentação adequada e balanceada
✔️ Estímulos mentais (brinquedos interativos, comandos, desafios leves)
✔️ Atividade física moderada
✔️ Check-ups veterinários regulares
✔️Ambiente seguro e rotina estruturada.
A nutrição tem papel fundamental nessa fase, contribuindo para o suporte cognitivo, imunológico e articular.
Envelhecer é um privilégio
Um pet idoso não representa o “fim”, mas o início de uma nova fase mais tranquila, mais sensível e ainda mais especial.
Com atenção, estímulo, acompanhamento veterinário e nutrição adequada, é possível proporcionar longevidade com qualidade de vida.
Cuidar da saúde cerebral do seu pet também é uma forma de amor.
Porque quem ama, cuida com Confiança.
REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS
DIAS, Alexandre Brigatto; MENDES, Patrícia Franciscone. Síndrome da disfunção cognitiva canina: Alzheimer em cães. Pubvet, v. 17, n. 09, 18 set. 2023. Disponível em: https://ojs.pubvet.com.br/index.php/revista/article/view/3266
SIEBRA, Carolina Costa; SILVA, Maria Júlia de Sousa. Síndrome da Disfunção Cognitiva Canina: revisão de literatura. Revista Multidisciplinar em Saúde, 4,5 anos atrás. Disponível em: https://editoraime.com.br/revistas/rems/article/view/1836
MARTINS, Giovanna; RESENDE, Fernando. Possibilidades terapêuticas na síndrome da disfunção cognitiva canina: abordagens farmacológicas e complementares. Revista Científica de Medicina Veterinária do UNICEPLAC, v. 9, n. 1, 2025. Disponível em: https://ojs.uniceplac.edu.br/index.php/revet/article/view/302
ALENCAR, Bárbara de Paula Arrais; ALVES, Priscila de Alencar; CHAVES, Roberta Nogueira. Disfunção cognitiva canina: tratamentos disponíveis. Ciência Animal, v. 32, n. 2, p. 110-122, 2022. Disponível em: https://revistas.uece.br/index.php/cienciaanimal/article/view/9479
XIMENES, Raquel Guedes. Cães e gatos idosos: diagnóstico de disfunções cognitivas e de outras enfermidades sistêmicas. 2022. Universidade Federal de Campina Grande. Tese (Doutorado). Disponível em: https://dspace.sti.ufcg.edu.br/handle/riufcg/35889